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segunda-feira, 9 de maio de 2016

A MUSICA SACRA

A música sacra comove porque é bela, e parte de sua beleza advém do fato de ela significar algo. É claro que ela pode ser significativa sem ser bela, mas para ser bela precisa ser significativa. Infelizmente, o kitsch tem sido modelo de muitos dos nossos cultos evangélicos contemporâneos. Mas não pense você que a kitschificação do culto contemporâneo é vestígio de um fenômeno artístico! Pelo contrário, é vestígio de uma doença, uma doença de fé, da falta de profundidade na fé. A disneyficação do culto não é outra coisa senão uma tentativa de ter beleza sem significado. São muitas músicas repletas de riffs de guitarra e de vãs repetições! Se não demonstram falta de criatividade, pelo menos revelam falta de significado. Nesse sentido, o riff da guitarra pode ser virtuosíssimo (o que em si não é kitsch!), mas jamais será belo se não dobrar os joelhos diante do significado. A música sacra não requer apenas técnica, requer também sensibilidade quanto ao significado. Por que a poesia, a preocupação com a prosódia, o rigor com o texto, com as cores e símbolos estão cada vez mais ausentes em nossas igrejas? Por que tem que ser tão feio, tão brega, se é para Deus? Vou continuar pensando... Se você encontrar alguma pista, me avisa! Enquanto isso vou curtindo aqui meu cdzinho...
 —  sentindo-se pensativo.
TEXTO DE JONAS MADUREIRA